Crónicas de viagens por um Mundo que considero Justo e Perfeito:. Aqui vou publicar desde pequenos passeios até grandes viagens que vou fazendo. Começo pela Cidade que me deu berço, me viu crescer e agora tento contribuir para a melhorar!

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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Passeio 2 - 3 Dias 2 Passeios...

Castelo de Santa Maria da Feira

"O Castelo de Santa Maria da Feira singulariza-se pela configuração da Menagem / Alcáçova e pela profusão e diversidade de elementos defensivos. O seu estado de conservação é notável. Intimamente ligado às origens da nacionalidade, é um espaço onde se sente o peso da história e onde o imaginário popular se vai rever na memória que tem do seu passado."

 

Planeado para ser o 2º passeio dos "3 dias 2 passeios..." e para aproveitar os dias solarengos que se têm feito sentir, fui visitar o Castelo de Santa Maria da Feira. Nunca tinha visitado este castelo e não queria que a primeira vez fosse durante uma feira medieval (não sei se é no castelo mas pretendo descobrir na próxima edição).

Calcula-se que as construções mais antigas deste castelo tenham sido edificadas por Castrejos e Romanos entre o Séc. IV e III AC. Por volta dos Séc. X e XII foi ocupado por povos Islâmicos tendo sido conquistado por D. Afonso Henriques no Séc. XII. Os registos históricos dessa ocupação entre séc. XII e XIV nunca foram encontrados portanto não se sabe que alterações se devem a essa época. No séc. XVI houve várias construções, nomeadamente a construção da cisterna (2º reservatório de água potável visto que o castelo possui uma antiga nascente devidamente protegida com escadas de acesso). Esta Cisterna tem registado nas pedras vários símbolos dos pedreiros pela parte de dentro.

Além das várias obras que foram feitas ao longo do tempo e do uso que tem sido dado a este Castelo, destacam-se as várias defesas usadas, nomeadamente aberturas para arco e flecha que depois foram convertidas e criadas novas quando surgiram as armas de fogo, nomeadamente a Bombarda.

A torre da Casamata é o exemplo perfeito dessa época de conversão visto que está construída para dar cobertura de fogo superior e ao nível do atacante.


Além disso há ainda uma pequena construção cuja função serve apenas para eliminar um ponto estratégico de ataque, que seria um ponto elevado um pouco afastado do edifício principal que daí se consegui disparar para dentro das muralhas.

Este castelo foi habitação da família Pereira cujos brasões são ainda visíveis em vários locais, mas em 1700 o último conde faleceu sem deixar herdeiro legítimo e só em 1900 é que foi criada uma Comissão de Vigilância reconhecida na visita do Rei em 1910 
que considerou este castelo como Monumento Nacional.


Uma das recentes descobertas foi o fosso de quase 2 metros de profundidade e neste várias descobertas, desde restos de habitações e peças de uma elevada importância
arqueológica. Da altura em que este castelo era Islâmico descobriu-se uma peça em ouro sobre costume do consumo de vinho.

Além disto tudo é muito agradável explorar todas as entradas, muralhas e escadas de acesso e reparar nas diversas alterações que houve ao longo dos tempos.
 

     

         

 

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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Citânia de Sanfins - Sanfins de Ferreira

Dia 22 de Novembro aproveitei estar home alone e fui até a Citânia de Sanfins na Zona de Paços de Ferreira.

Retirado de
www.citaniadesanfins.com

«A Citânia de Sanfins é uma das estações arqueológicas mais significativas da cultura castreja do Noroeste peninsular e da Proto-história europeia. A vasta panorâmica sobre toda a região de Entre-Douro-e-Minho, que dela se abrange, terá sido factor estratégico determinante do desenvolvimento deste importante povoado. A observação das suas áreas de influência permite questionar a formação deste “lugar central” no quadro da rede de povoamento castrejo regional.

Tudo indica ter sido escolhido, na sequência da campanha militar de Décimo Júnio Bruto (138-136 a.C.) até à ocupação romana do Noroeste (29-19 a.C.), como capital dos povos Calaicos, dos Brácaros, situados na margem direita do Douro. Este sítio era já conhecido, tendo sido detectados elementos vestigiais mais antigos. Suspeita-se de um fundo pré-histórico do período calcolítico e achados de escavações documentam ter sido habitado por uma pequena população entre os sécs. V e III a.C. na parte superior da colina, identificável com a unidade étnica dos Fidueneas epigrafada no “Penedo das Ninfas”
(fase I).

O grande aglomerado da Citânia, terá resultado, porém, da congregação (sinecismo) de diversas comunidades limítrofes por motivos estratégicos sequentes à campanha de Décimo Júnio Bruto, desempenhando, então, o lugar de capital regional (fase II).

Tendo-se transformado num castro reduzido, simples aldeia, kóma, segundo Estrabão, com a conquista do Noroeste pelos exércitos de Augusto, ocupava apenas a plataforma limitada pela muralha central, onde se procedeu a uma profunda reestruturação urbana em função do fomento da actividade metalúrgica (fase III).
Com as reformas flavianas praticadas na região, terá entrado num período de declínio, com uma população cada vez mais diminuta a cultivar os campos das imediações, até ao seu abandono em meados do séc. IV (fase IV).

O cemitério cristão implantado na sua acrópole e a capela de S.Romão que se lhe sobrepunha documentam uma fase datada da Baixa Idade Média (fase V), já sem qualquer relação de carácter cultural com a Citânia a não ser como reconhecimento de uma ancestralidade, de que estes traços de natureza religiosa são a melhor evocação. Diversas notícias históricas, desde há muito, se reportam mais ou menos directamente à Citânia de Sanfins, delas se destacando as referências de D. Jerónimo Contador de Argote nas suas Memorias para a historia ecclesiastica do arcebispado de Braga (1734), do Diccionario geografico (1758) do P. Luiz Cardozo e do romance O segredo do abade (1864) de Arnaldo Gama.

Campo privilegiado de investigação desde os tempos pioneiros da Arqueologia nacional, atraindo para estudo sistemático grandes vultos e instituições da cultura portuguesa e estrangeira, cumpre referir sobretudo o interesse de F. Martins Sarmento e J. Leite de Vasconcelos e, em especial, a actuação da equipa de Eugénio Jalhay e Afonso do Paço e seus colaboradores, posteriormente continuada por docentes e investigadores da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que, com o esforço de numerosas e sucessivas campanhas, tornaram a Citânia de Sanfins numa das mais prestigiadas estações arqueológicas peninsulares.»

Offline

Ao chegar lá deparei, como em muitos locais, com o museu fechado e ninguém à vista! Sorte foi que apareceu um grupo de ciclistas (sem motor como é lógico) que conheciam alguma coisa e lá me foram contando algumas coisas...

 

Mas aqui se seguem algumas fotos...



E aqui está o núcleo familiar onde a população se juntava e ao contrário do que se pensa bebiam cerveja (são cá dos meus) e muito raramente vinho.



Muralhas internas....



Muralhas principais com uma pequena entrada que era a entrada principal que só deixava entrar motos... 4 rodas nem pensar!



Mas olhem como os gajos já sabiam fazer degraus bem direitos... (cuidado era com a cerveja senão caiam de certeza!)



E agora vêm as já famosas fotos panorâmicas do costume...









Por fim e em conversa com um local (enquanto abastecia a ZuVa que acendeu a reserva na subida até à citânia) há uma lenda que diz que se for lido um determinado texto à meia noite em ponto dentro do Núcleo Familiar, será aberta uma porta para quem conseguir ficar lá... o comentário do tal local foi "Pena não deixarem entrar lá dentro..." e eu pergunto: mas afinal para onde dá a porta mesmo?

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Publicado por WandereR às 18:00
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Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Passeio nocturno pelo Porto visitando 3 meninas nuas!

Aos 28 dias do mês de Maio do ano de 2008, à noite, um grupo de 6 Motos e 7 Motards juntou-se para visitar 3 meninas nuas da cidade do Porto.

 

Não, não fomos ao Clube 96 nem a nenhuma Pérola!

 

O ponto de encontro foi na Mui Nobre Câmara Municipal do Porto. Uma vez reunido o grupo fomos visitar a primeira menina... a pé pois não fica muito longe!

Aproveitando o blog de um amigo como ideia principal deste passeio não deixei de ler o seu texto dedicado a esta menina! A menina nua da Avenida.

 

"Menina nua" na Avenida dos Aliados. Escultura de Henrique Moreira, 1929.

«Estou apaixonado pela menina nua da avenida. Sempre que me vê sorri de forma diferente. Da última, fez-me lembrar a Mona Lisa num sorriso ambíguo e enigmático que me deixou à deriva.
Já a senti maliciosa. E envergonhada. E divertida. E atrevida. E inocente.
E efusiva até, de cachecol ao pescoço vestida pelas cores das vitórias dos clubes do Porto. Já a vi rir-se com desdém dos políticos vaiados pelas manifestações. E sei que atura com a boa disposição do costume os bêbedos e os sem-abrigo que passam a noite com ela. Não lhe conheço casos amorosos e quase podia jurar que goza com os comentários provocatórios arrulhados pelas pombas frequentemente pousadas nos ombros e na cabeça. Dizem que nas noites de lua cheia de cio, salta do plinto, lava-se na água dos mascarões e vai matar o desejo com os homens-estátuta dos prédios vizinhos, na Pensão Avenida, mesmo ali ao lado.
Da última vez, roído de ciúme, perguntei-lhe se era verdade.
Respondeu-me com o tal sorriso monalísico…

»

 

Claro que não ficamos por aqui, afinal eram meninas nuas que íamos ver e pelo meu conhecimento há 3 meninas nuas na cidade do Porto!

 

Seguiram-se uns caminhos e ruas do Porto, alguns mais estreitos que outros e chegamos à Rua da Bandeirinha e encontramos umas irmãs de respeito, com cerca de 3 metros de altura, que são as Sereias.

 

Li um pequeno texto retirado de um livro sobre a Cidade do Porto:

«Casa das Sereias - Palácio da Bandeirinha (Rua homónoma), sobranceiro ao rio Douro e vulgarmente conhecido como Casa das Sereias. Construído em 1575, foi, sucessivamente, residência de alguns ilustres do Porto. Instalação actual de uma congregação de religiosas. Duas "Sereias" com quase três metros de altura ladeiam o portal de entrada e dão nome à casa.»

 

E terminamos este passeio nocturno como muitos outros em Matosinhos na rotunda da Anémona! Mas desta vez e por falta de mesa no café do costume fomos ao Black Cofee mesmo ao lado! Claro que fizemos toda a marginal desde a alfandega do Porto até à referida rotunda em Matosinhos.

 

E assim se fez um pequeno passeio por este Mundo Justo e Perfeito!

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Publicado por WandereR às 00:22
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

Há 117 anos - 31 de Janeiro de 1891 - A República chegou primeiro ao Porto

Um pouco de História com a cortesia de Associação Ara Solis - O Porto sempre na vanguarda.
Pintura antiga praça da liberdade no Porto com canhões!
Gravura publicada na Ilustração: revista universal impressa em Paris, 1891, vol. 8
Gravura de Louis Tynayre que representa a Guarda Municipal a atacar os revoltosos entrincheirados no edifício da Câmara Municipal, durante a Revolta republicana do Porto.

A revolta de 31 de Janeiro de 1891 foi a primeira tentativa de implantação do regime republicano em Portugal.
Varanda com pessoas e bandeiras na avenida - Pintura antiga
Como forma de assinalar, neste dia 31 de Janeiro que hoje estamos a viver, os 117 anos decorridos sobre a revolução republicana de 1891, deixo-vos aqui uma imagem (gravura publicada na revista Ilustração) onde se documenta a proclamação do novo regime feita a partir da varanda da Câmara Municipal do Porto, bem como o modo como então se saudou e festejou aquela vitória da liberdade -- ainda que efémera, como dolorosamente se viu logo depois...! --, com chapéus e bengalas ao alto...

Mas, a 31 de Janeiro de 1908 -- há que recordá-lo aqui também --, em plena ditadura de João Franco, depois de esmagada a reacção revolucionário republicana de 28 de Janeiro, o rei Carlos I assinou um decreto que conferia ao ditador poderes de excepção, permitindo-lhe perseguir, prender e deportar, sumariamente (ie: sem processo judicial), qualquer pessoa suspeita de republicanismo activo ou de mera insubmissão ao regime e ao governo, decreto esse que terá motivado o atentado regicída levado a cabo no dia seguinte...

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